O filme Crônica de um Industrial, dirigido por Luiz Rosemberg Filho, foi barrado pela censura da ditadura militar e não teve distribuição comercial no Brasil. A obra retrata um empresário que questiona seus ideais diante da desigualdade e da presença de capital estrangeiro no país.
A produção envolveu o cinema nacional carioca e gerou controvérsia por tratar de temas progressistas e criticidade às estruturas empresariais. O regime censurou cenas de nudez e conteúdos considerados subversivos.
Em 1978, o longa chegou a ser indicado para representar o Brasil no Festival de Cannes, disputando a Palma de Ouro, mas o governo não liberou a participação. A repressão se alicerçou na resistência a greves e à influência de multinacionais.
A obra somente teve exibição pública em 1980, na mostra As Perspectivas do Cinema Brasileiro, no Masp, e depois ficou em cartaz por breve período no Cinesesc. Hoje é lembrada como marco do Cinema Marginal.
Para assistir, o filme não consta em plataformas oficiais. Em vez disso, aparecem cópias em canais paralelos, como o YouTube, sob disponibilização não regular.
Situação atual e circulação
- O que aconteceu: censura da ditadura impediu lançamento nos cinemas e participação em Cannes.
- Quem está envolvido: diretor Luiz Rosemberg Filho, produção brasileira da época e o governo que controlava o aparato cultural.
- Quando: censura vigente em 1978; exibição pública em 1980; reestreias eventuais posteriormente.
- Onde: Brasil, com indicação para Cannes; exibições no Masp e no Cinesesc.
- Por quê: crítica à desigualdade, ao capital estrangeiro e ao poder das indústrias, alinhada a um cinema além dos padrões oficiais.
Entre na conversa da comunidade