O Cannes 2026 chegou ao fim com a impressão de que o festival não atingiu o seu auge. O tom geral foi de contenção, sem o brilho de edições anteriores, segundo a avaliação de especialistas.
Segundo críticos, a ausência de grandes títulos de Hollywood na seleção oficial não foi o fator determinante. O foco ficou nos filmes de autores consagrados, que apresentaram obras consideradas, em sua maioria, medianas para grandes festivais.
Entre os destaques, o cineasta russo Andrey Zvyagintsev apresentou Minotaur, visto como um triunfo que aborda trauma coletivo e negação. Na linha de visão histórica, Fatherland, de Pawel Pawlikowski, foi apontado como uma vignette densa sobre o pós-guerra na Alemanha.
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Notre Salut, de Emmanuel Marre, chamou atenção pela abordagem da burocracia na França ocupada. Já The Beloved, de Rodrigo Sorogoyen, foi descrito como um retrato perturbador de abuso emocional no meio cinematográfico. Gentle Monster, de Marie Kreutzer, também foi tema de discussões sobre segredos de um relacionamento.
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Outras obras premiáveis incluíram Parallel Tales, de Asghar Farhadi, elogiada por seu elenco, e Fjord, de Cristian Mungiu, que misturam identidades nacionais sem entregar conteúdo robusto. Sheep in the Box recebeu críticas negativas pela narrativa de ficção científica sobre IA.
O festival manteve o formato de premiações tradicionais, com atenção aos sentidos de direção, roteiro e interpretação. Entre os nomes mencionados como prováveis vencedores, Minotaur lidera a lista de favoritos, seguido por Fatherland em segunda posição.
Entre as movimentações do circuito, a cobertura reforçou a tendência de Cannes em valorizar propostas autorais mais contidas, em detrimento de grandes produções de estúdio. A avaliação geral aponta para um ano de oportunidades perdidas e acertos pontuais.
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