O mosaico do touro, localizado na Galleria Vittorio Emanuele II, em Milão, está recebendo cuidados especiais após ser desgastado pelo tráfego de turistas. O desgaste ocorreu por um ritual que envolve girar os calcanhares sobre a parte inferior da peça, associada à sorte.
A restauração envolve o artesão Gianluca Galli, que trabalha com cortes manuais para repor as peças de pedra. A operação foi iniciada nesta semana, com uma pequena área de construção ao redor do mosaico e a presença de especialistas na intervenção.
Segundo a administração municipal, a última restauração do mosaico ocorreu em 2017. A intervenção atual busca manter o valor histórico da galeria, reconhecida como patrimônio vivo pela cidade de Milão.
Contexto histórico
- O mosaico beige e azul representa um touro em posição de arabesque, rodeado por um brasão, símbolo ligado à cidade de Turim, antiga capital da Itália.
- A prática de girar o pé sobre a área sensível do touro ganhou popularidade no século XIX entre moradores de Milão como gesto de boa sorte, deixando marcas na superfície.
A cidade ressalta que a Galleria Vittorio Emanuele II é um patrimônio vivo, que sofre desgaste pela convivência diária de moradores e visitantes. A equipe de restauro afirma que o objetivo é preservar a obra sem prejudicar o fluxo de pessoas no espaço histórico.
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