O fim da escala 6×1 segue aguardando aprovação no Senado, mesmo após a Câmara ter aprovado a proposta. Empresas já começam a adotar jornadas de 5×2, com dois dias de folga semanais, mantendo os salários estáveis e buscando maior atratividade para equipes qualificadas.
Três casos ilustram a tendência: uma pesquisadora de hospital de luxo em São Paulo passou a trabalhar cinco dias e folgar dois, separando melhor descanso, compromissos pessoais e lazer. Em outro exemplo, uma funcionária de Pão de Açúcar relata organização doméstica facilitada pela nova rotina.
Já uma profissional de jornalismo trabalha 4×3, com folga na sexta-feira, mantendo a semana de trabalho concentrada e permitindo atividades pessoais sem prejudicar o descanso. O modelo tem permitido retorno aos estudos e maior tempo com a família.
O que mudou na prática
A nova escala reduz a carga semanal de 44 para 42 horas em duas etapas, começando 60 dias após a promulgação da PEC e, em 12 meses, chegando a 40 horas. Dois dias de folga, com um deles preferencialmente aos domingos, passam a integrar a norma.
Os ajustes serão negociados por meio de acordos coletivos entre empresas e categorias, com regras específicas para cada setor. Não haverá corte salarial, e as negociações podem redistribuir as horas diárias para cumprir a nova média semanal.
O cenário jurídico
A Comissão Especial da Redução da Escala aprovou o texto na Câmara, que agora será encaminhado ao Senado para análise. A proposta estabelece um caminho gradual até a implantação definitiva do 5×2, 4×3 ou formatos equivalentes.
Caso seja mantida, a transição ocorre em duas fases: primeiro, redução para 42 horas, e, após 12 meses, definição de 40 horas como teto. O objetivo é ampliar o tempo de folga sem comprometer remuneração.
Perspectivas para trabalhadores
Empresas já indicam maior atratividade para profissionais qualificados, com investimentos em contratações para sustentar a nova demanda. Pesquisas internas apontam alto índice de satisfação entre colaboradores que já experimentam as mudanças.
Especialistas destacam que a implementação depende de diálogo entre empregadores e sindicatos, além de ajustes operacionais para manter eficiência. O andamento da PEC no Senado será determinante para a ampliação do regime 5×2 em todo o país.
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