“O que está acontecendo em Gaza é catastrófico, injustificável e desproporcional”, disse Sheeran na abertura do show na Filadélfia.
O cantor até então havia mantido uma postura apolítica sobre o conflito na Faixa de Gaza. Porém, após o rapper Macklemore ter falado abertamente sobre a situação, no primeiro show da turnê, Sheeran foi cobrado por fãs e artistas.
“Nossos corações foram partidos pelo nível da devastação e perda de vidas de civis, de vidas de crianças, e a injustiça sistêmica que vendemos se desdobrar na Cisjordânia não pode ser ignorada”, acrescentou.
O que aconteceu?
Na última segunda-feira (14), Macklemore foi retirado da etapa nos Estados Unidos da turnê de Sheeran. Durante a abertura da turnê, em Nova Jersey, o rapper gritou no palco: “Palestina Livre!“.
Após o incidente, os proprietários dos estádios, que receberiam os próximos shows da turnê, pressionaram a produção pela retirada do rapper. Críticos acusaram Sheeran de não ter enfrentado os donos dos estádios, liderados pelo empresário Robert Kraft.
Sheeran negou estar por trás da decisão, responsabilizando o promotor da turnê, e desde então ele tem sido alvo de pedidos de boicote. Quando o show estava perto do fim, Sheeran disse que uma semana foi “a mais difícil da minha vida” e que teve medo de que as pessoas “jogassem coisas” nele.
Mais cedo, manifestantes recepcionaram o público no show do cantor britânico na Filadélfia com palavras de ordem pró-palestinas. Esta foi a primeira apresentação de Ed Sheeran desde que ele se envolveu na polêmica.
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