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Holanda volta atrás e confirma presença no Eurovision após mudanças nas regras

Emissora NPO assumirá a participação do país em 2027 após a saída da AVROTROS, que criticou o impacto da guerra em Gaza

Foto de Claude Kiambe se apresentando no Eurovision
Claude Kiambe foi o representante holandês na edição de 2025 do Eurovision (Créditos: Reprodução/Instagram/@eurovision)

A Holanda estará de volta ao Eurovision em 2027. A NPO, emissora pública nacional, anunciou nesta quarta-feira (23) que ficará responsável pela participação do país após a desistência da AVROTROS, que anteriormente organizava a escolha do representante holandês e transmitia o festival.

🔎 O Eurovision é um concurso musical anual organizado pela União Europeia de Radiodifusão. Cada país participante escolhe um artista para defender uma música no palco, em apresentações transmitidas ao vivo para vários lugares do mundo.

“A emissora pública holandesa voltará a participar do Festival Eurovision a partir de 2027, com um representante dos Países Baixos. Uma equipe independente de especialistas acompanhará cuidadosamente o processo relacionado à escolha do artista”, afirmou a NPO, emissora pública nacional do país.

Em agosto, a emissora AVROTROS, responsável por escolher o representante holandês e transmitir o programa, havia anunciado sua retirada, afirmando que o evento não pode mais ser considerado neutro diante das divisões provocadas pela guerra em Gaza.

“É inegável que os conflitos internacionais afetam cada vez mais o Festival, minando seu caráter neutro”, declarou Taco Zimmerman, diretor-geral da emissora AVROTROS.

“Desde então, a EBU (União Europeia de Radiodifusão, responsável pela organização do Eurovision) tomou medidas significativas em relação às regras do festival”, afirmou a NPO.

Reconhecendo que o concurso provoca “sentimentos divididos” na Holanda, a NPO afirmou que “pediu explicitamente à EBU que volte a fazer do caráter unificador do festival uma parte importante do evento”.

Finlândia saiu do evento ainda em setembro

Anteriormente, em 17 de setembro, a Finlândia também havia anunciado que não participaria do evento, através da emissora pública RTÉ. Este é o segundo ano consecutivo que o país boicota o concurso devido a guerra em Gaza.

“A RTÉ considera que a participação da Irlanda não pode ser justificada, dadas as espantosas e persistentes perdas humanas em Gaza e a crise humanitária que ali prevalece e continua colocando em risco a vida de tantos civis”, afirmou o grupo em um comunicado, no qual acrescentou que também não transmitirá o evento.

A última edição do festival, realizada este ano, foi boicotada por Holanda, Irlanda, Islândia, Espanha e Eslovênia. Todos os países são contrários à participação de Israel no contexto da guerra na Faixa de Gaza.

(Com informações da AFP)

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