Quase três décadas depois do assassinato de Tupac Shakur, a Justiça dos Estados Unidos condenou, nesta terça-feira (13), Duane “Keffe D” Davis, ex-chefe de uma gangue de Los Angeles. Considerado responsável pela morte do rapper em 1996, ele deverá cumprir pelo menos 40 anos de prisão.
A decisão de um tribunal em Las Vegas ocorreu depois que um júri considerou Davis culpado pelo crime em agosto, após horas de deliberações.
A juíza Carli Kierny condenou Davis, nesta terça-feira, a 20 anos de prisão até prisão perpétua pelo assassinato de Tupac Shakur. Pela utilização de uma arma no crime, ele recebeu uma segunda pena, também de 20 anos a prisão perpétua, que deverá ser cumprida de forma consecutiva. Com isso, a sentença total é de 40 anos a prisão perpétua.
Pela lei de Nevada aplicável ao crime, “20 anos a prisão perpétua” significa que o condenado precisa cumprir um período mínimo de 20 anos antes de poder ser considerado para liberdade condicional, sem garantia de que será solto. No caso de Davis, a pena pelo assassinato recebeu um acréscimo obrigatório pelo uso de arma, também de 20 anos a prisão perpétua e cumprido de forma consecutiva.
“Você não pode arrancar um homem de sua família. Você não pode tirar-lhe a vida, todo o seu futuro, e simplesmente sair impune”, disse a juíza ao assassino. “Demorou 30 anos, mas agora você vai enfrentar a Justiça pelo que fez em 7 de setembro de 1996”, acrescentou.
Tupac estava em Las Vegas para assistir a uma luta do boxeador Mike Tyson. Ele foi morto a tiros duas horas depois por um homem que estava em um Cadillac branco, que parou em um sinal vermelho ao lado da BMW na qual o rapper estava.
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Segundo os promotores, Davis entregou a arma a alguém que estava sentado no banco de trás do Cadillac e ordenou a essa pessoa que atirasse contra o rapper, que morreu seis dias depois.
O assassinato do artista conhecido por sucessos como “California Love” e “All Eyez on Me” foi um dos casos não resolvidos mais célebres dos Estados Unidos.
Davis foi a única pessoa acusada por esse crime. A investigação ficou estagnada durante décadas por falta de provas, mas o caso foi reaberto em 2019, depois que Davis publicou um livro de memórias.
(Com informações da AFP)
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