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Morre aos 72 anos o sanfoneiro Oswaldinho do Acordeon

Músico marcou a cultura brasileira ao aproximar o forró de gêneros como jazz, blues, rock e música erudita

Oswaldinho do Acordeon. Um homem com cabelo preto, sorrindo, segurando uma sanfona
Oswaldinho do Acordeon faleceu aos 72 anos | Foto: Reprodução / Instagram

O sanfoneiro e compositor Oswaldinho do Acordeon morreu neste domingo (25), aos 72 anos. A informação foi divulgada nas redes sociais do artista, em uma nota que destacou sua trajetória e contribuição para a música brasileira.

“Reconhecido no Brasil e no exterior por sua virtuosidade, o artista marcou a música nordestina ao unir o forró a a diferentes gêneros musicais. Entrou para a história da música. Deixa um importante legado para a música brasileira”, diz o comunicado.

A publicação recebeu homenagens de diferentes nomes da música. Tato, vocalista do Falamansa, chamou Oswaldinho de “mestre”. Chico César escreveu: “Grande mestre e irmão, grato pela sua vida e sua obra”. Zeca Baleiro também se manifestou: “Mestre maravilhoso, talento puro, obrigado por tanta inspiração.”

A Associação dos Forrozeiros da Paraíba divulgou uma nota de pesar e afirmou que a trajetória, o talento e a dedicação do músico deixaram “uma marca inesquecível na história do nosso forró”.

“Hoje, o coração da Nação Forrozeira está de luto. Porém, sua arte permanecerá viva em cada acorde, em cada canção e em cada palco onde o forró autêntico continuar ecoando”, afirmou a entidade.

Trajetória de Oswaldinho

Nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Oswaldinho era filho do sanfoneiro Pedro Sertanejo e cresceu cercado pela música. Ainda criança, conviveu na casa da família com nomes como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca.

Aos nove anos, participou de uma gravação do pai e, três anos depois, lançou o primeiro single. Na década de 1970, passou a lançar os próprios álbuns.

Ao longo da carreira, Oswaldinho ampliou as possibilidades da sanfona sem abandonar o forró e o baião. O músico incorporou referências de jazz, blues, rock e música erudita ao repertório.

Um dos exemplos foi o álbum Forró in Concert, de 1981, no qual interpretou ao acordeom a Sinfonia nº 5, de Beethoven, ao lado de músicas ligadas ao forró. Mais tarde, em Asa Branca Blues, transformou o clássico de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira em uma versão com elementos do blues.

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