- A escritora palestina Randa Abdel-Fattah acionou o governo da Austrália, recebendo um aviso formal de defamação do premier de Adelaide, Peter Malinauskas, após a sua retirada do Adelaide Writers’ Week, que acabou sendo cancelado.
- A semana de agitação levou à saída de grande parte dos convidados anunciados, à renúncia de vários membros do conselho do festival e à saída da diretora Louise Adler.
- Abdel-Fattah afirmou, em publicação no Instagram, que o premier divulgou declarações prejudiciais e que ela não pretende virar objeto de ataque político.
- Malinauskas tinha feito analogias públicas para justificar a remoção da escritora, incluindo comparação envolvendo um extremista de direita que, segundo ele, poderia visitar um local religioso e causar violência.
- A advogada de Abdel-Fattah, Michael Bradley, atua também em outra ação de discriminação envolvendo o Melbourne Symphony Orchestra; quatro membros do conselho do festival já haviam se afastado.
O premiê de
South Australia, Peter Malinauskas, recebeu um aviso formal de defamação movido pela escritora palestina Randa Abdel-Fattah. O documento indica que a repercussão da remoção da autora do Adelaide Writers’ Week 2026 pode se prolongar.
Abdel-Fattah confirmou ter instruído o escritório de Michael Bradley para atuar em sua defesa. Bradley também representa o pianista Jayson Gillham em outra ação. A notícia surge após a suspensão do festival e a polêmica envolvendo a participação da autora.
AWW cancelou a edição de 2026 após a controvérsia. O episódio provocou protestos de convidados, renúncias no conselho e a saída da diretora Louise Adler. O movimento de descontentamento culminou com várias renúncias e com a reorganização da direção.
Desdobramentos
Durante uma coletiva, o premier afirmou ter questionado publicamente a remoção de Abdel-Fattah com base em semelhanças hipotéticas. Ele disse não apoiar discurso de ódio, ressaltando preocupações com retórica contra comunidades religiosas.
Abdel-Fattah publicou, numa rede social, que nunca houve contato direto com o premiê e acusou declarações públicas de serem prejudiciais. Ela afirmou não aceitar tornar-se alavanca política na controvérsia.
Quatro membros do conselho, incluindo a presidente Tracey Whiting, deixaram o órgão em reunião extraordinária. Bradley enviou uma carta de demanda solicitando que Whiting apresente todas as declarações da acadêmica que influenciaram a decisão de removê-la.
A Guardian solicitou pronunciamento oficial do premiê. A reportagem aponta que a situação permanece em aberto, com ações legais em curso e desdobramentos institucionais no Adelaide Writers’ Week.
Entre na conversa da comunidade