Em Alta NotíciasConflitoseconomiaFutebolrelações internacionais

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

TelaCast | Por que estamos vivendo relacionamentos descartáveis?

Entre dopamina, expectativas irreais e feridas emocionais, especialista analisa por que os vínculos estão cada vez mais frágeis — e como reconstruir relações mais conscientes e maduras.

Vivemos uma era marcada por conexões rápidas, intensas e, muitas vezes, descartáveis. Nos relacionamentos afetivos, essa lógica tem se repetido com frequência: ao primeiro conflito, frustração ou divergência, muitas pessoas optam por encerrar o vínculo e seguir adiante, como se parceiros fossem produtos substituíveis. Mas por que estamos desistindo tão facilmente das relações? Esse foi […]

Vivemos uma era marcada por conexões rápidas, intensas e, muitas vezes, descartáveis. Nos relacionamentos afetivos, essa lógica tem se repetido com frequência: ao primeiro conflito, frustração ou divergência, muitas pessoas optam por encerrar o vínculo e seguir adiante, como se parceiros fossem produtos substituíveis. Mas por que estamos desistindo tão facilmente das relações?

Esse foi o tema do episódio de estreia do ano do TelaCast, podcast oficial  do Portal Tela, apresentado por Juliana Dariva. A convidada foi Letícia Ferreira, neuropsicanalista, teóloga, bispa, master coach e mentora de mulheres, que atua há mais de oito anos no resgate da identidade feminina, na cura emocional e na ativação de propósitos.

Logo na abertura, Juliana destacou que falar sobre relacionamentos hoje é falar, necessariamente, sobre saúde emocional, espiritualidade e responsabilidade afetiva. Segundo ela, há uma busca crescente por um relacionamento idealizado, quase perfeito, que não admite falhas, conflitos ou processos de amadurecimento. Quando a realidade se impõe, o encanto se desfaz e o vínculo, muitas vezes, também.

Feridas emocionais e projeções

Um dos pontos centrais do debate foi o fato de muitas pessoas entrarem em relacionamentos carregando traumas não resolvidos, inseguranças profundas e feridas emocionais abertas. Em vez de elaborarem essas dores individualmente, acabam projetando expectativas, medos e frustrações no parceiro.

Esse movimento, segundo a especialista, cria ciclos repetitivos de desgaste. Relações passam a ser usadas como tentativas de cura emocional, quando, na prática, exigem dois indivíduos minimamente conscientes de si. Quando o outro não corresponde à expectativa criada, surge a frustração — e, com ela, a ideia de que “não era amor”.

A dopamina da conquista e o fim do encantamento

A neurociência também ajuda a explicar esse comportamento. No início de um relacionamento, o cérebro libera altos níveis de dopamina, neurotransmissor associado ao prazer, à novidade e à recompensa. É a chamada “dopamina da conquista”, responsável pela sensação de euforia, encantamento e validação.

No entanto, esse pico químico é temporário. Com o tempo, a relação entra em uma fase mais estável, em que a dopamina diminui e dá lugar a outros vínculos emocionais, como confiança, parceria e intimidade. O problema é que muitas pessoas interpretam essa transição natural como falta de amor.

Segundo Letícia Ferreira, é justamente nesse momento que o relacionamento deixa de ser impulso e passa a exigir escolha, presença e construção diária. “Amar não é apenas sentir, é decidir permanecer, dialogar e amadurecer”, destacou.

Conflito não é fracasso

Durante o episódio, Juliana resumiu o cenário com uma frase direta: “O problema não é o fim dos relacionamentos, mas a incapacidade de atravessar conflitos.” Relações profundas não nascem prontas. Elas se constroem no tempo, com diálogo, responsabilidade emocional e disposição para crescer junto — inclusive enfrentando desconfortos.

Nesse contexto, diferenciar um relacionamento que realmente precisa terminar de um que está apenas passando por um processo de amadurecimento se torna essencial. Para Letícia, sinais como violência, desrespeito constante, ausência de diálogo e repetição de padrões abusivos indicam limites claros. Já conflitos pontuais, crises de fase e ajustes de expectativas fazem parte do crescimento saudável.

Amar com consciência

Ao encerrar o episódio, Juliana deixou uma reflexão: talvez o problema não seja amar demais, mas amar sem consciência. Talvez não seja falta de amor, mas excesso de expectativa e ausência de construção.

O episódio do TelaCast propõe uma pausa necessária em meio à pressa dos vínculos modernos. Uma conversa sobre escolhas, cura emocional e a coragem de atravessar conflitos sem desistir no primeiro desafio.

Assista e siga o TelaCast

O episódio Relacionamentos descartáveis: por que o “amor” não dura mais? vai ao ar nesta terça-feira (30), às 19h, no canal oficial do TelaCast no YouTube.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais