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Não precisamos nos contentar com a divisão

Summit em Atlanta discute a histórica divisão do Movimento de Restauração e aponta caminhos para unidade alicerçada na Escritura

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Nehemiah Next Level Up Summit attendees raise their hands in worship to God.
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  • O evento de Atlanta, Nehemiah Next Level Up Summit, reuniu centenas de cristãos para discutir a unidade real dentro do Movimento de Restauração, investigando por que houve divisão desde o começo do século XIX e a separação de 1906 em Igrejas de Cristo e Discípulos de Cristo.
  • As causas vão além da música instrumental: desigualdades socioeconômicas, identidade regional e o legado da Guerra Civil, além de debates sobre práticas consideradas “inovações” pela liderança de Igrejas de Cristo.
  • A divisão também ocorreu entre igrejas negras e brancas, com figuras históricas como Marshall Keeble e líderes locais marcando a rejeição da segregação; a Universidade Lipscomb já pediu desculpas pela história de racismo.
  • Um dos temas do painel “A reversão de 1906” foi a prática de adoração: instrumentos musicais versus canto a cappella, com debates sobre leitura e contextualização das escrituras.
  • Os participantes destacaram que a unidade deve ter base na Escritura e no evangelho, enfatizando que a memória histórica serve para diálogo, não para impor uniformidade, e que a verdadeira união vem do que o evangelho já criou.

Hundreds of cristãos se reuniram em Atlanta para debater a possibilidade de unidade dentro do movimento de restauração. O encontro, intitulado Nehemiah Next Level Up Summit 2025, abordou a história da divisão entre Churches of Christ e Disciples of Christ, além de caminhos para a comunhão entre comunidades com diferentes práticas.

O evento, sediado pela Renaissance Church of Christ, examinou a origem da cisão no início do século XIX, quando a busca por autoridade bíblica coincidiu com disputas históricas sobre práticas congregacionais. Painéis destacaram fatores sociais e regionais que contribuíram para a separação.

Painéis lembraram que, após a Guerra Civil, fatores econômicos, identidades regionais e o crescimento denominacional contribuíram para o rompimento de laços entre as igrejas. A discussão apontou que você observava prosperidade urbana, edifícios imponentes e músicos profissionais como símbolos de distinção entre correntes.

Líderes presentes destacaram que, no final do século XIX, houve resistência a iniciativas consideradas extravagantes, como sociedades missionárias paralelas e contratos com pregadores. Também foi discutido o papel de figuras históricas na crítica a tais práticas.

A conversa também abordou a experiência de igrejas negras dentro do movimento de restauração, reconhecendo contribuições de líderes e missionários de fé afrodescendente. A história de Jackson Street Church of Christ em Nashville foi citada como exemplo de continuidade da identidade dentro de uma cidade diversa.

Sobre o dilema musical, o debate girou em torno do uso de instrumentos na liturgia. Um grupo defendia o modelo apenas a cappella, enquanto outros defendiam a possibilidade de diferentes formatos. O tema foi apresentado como parte de um quadro histórico, sem impor uma conclusão.

Segundo especialistas presentes, a restauração é marcada pela busca de uma autoridade única: as escrituras. Em palestras paralelas, foi ressaltada a necessidade de interpretar a Bíblia com sensibilidade a gênero e contexto, evitando leituras que imponham uma só visão.

Orpheus Heyward, moderador do painel, enfatizou que o objetivo do encontro é fomentar o diálogo. A ideia é reconhecer diferenças sem abrir mão da união entre irmãos na fé, mantendo o respeito mútuo entre comunidades distintas.

Ao longo do evento, foram citadas tentativas anteriores de reconciliação entre as correntes. Em 2006, universidades e convenções discutiram cooperação e convivência, sem exigir rompimento de doutrinas históricas. A discussão atual retoma esse espírito de diálogo.

Para o público, a conferência reforçou que a unidade deve germinar a partir do estudo das Escrituras e do reconhecimento de que a diversidade de práticas pode conviver com uma mesma fé. A ideia central é que a unidade já existe em Deus, independentemente de diferenças humanas.

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