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NT Wright diz que fascínio por demônios é desvio bíblico

NT Wright diz que fascínio por demônios é desvio bíblico; o Evangelho expõe forças ocultas já presentes e alerta contra extremos de negar ou exaltar o mal

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
‘Fascínio’ por demônios é desvio da Bíblia, diz NT Wright
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  • O teólogo N. T. Wright afirma que a obsessão por demônios é desvio da Bíblia e não uma ação demoníaca causada pela pregação de Jesus, mas a exposição de forças espirituais existentes.
  • Segundo Wright, a proclamação do Reino de Deus na Galileia colocou as forças das trevas diante de um confronto público, não gerando uma nova onda demoníaca.
  • O pesquisador lembra que exorcistas já eram reconhecidos no judaísmo do século I e que muitos judeus praticavam libertação, não sendo os demônios algo desconhecido.
  • Wright rejeita o dualismo e alerta contra interpretar a batalha espiritual como luta entre Deus e Satanás em termos simples, destacando que a luta não é contra pessoas.
  • O teólogo cita a morte e a ressurreição de Cristo como a vitória decisiva sobre poderes das trevas e cita um ministério pastoral discreto de libertação, feito com cautela e sobriedade.

O teólogo N. T. Wright afirmou que o período de pregação de Jesus, antes da crucificação, não provocou uma onda de atividade demoníaca, mas expôs forças espirituais já presentes. Em episódio do programa Ask Me Anything, Wright alertou cristãos contra extremos: negar o mal espiritual ou buscar fascinações com ele.

Segundo Wright, os Evangelhos mostram a proclamação do Reino de Deus como momento de confronto público com forças ocultas. Ao comentar os relatos de confrontos e exorcismos, ele disse que o anúncio de Jesus na Galileia fez parecer que “mobílias voariam pela sala” diante das autoridades do mal.

Wright ressaltou que as forças demoníacas já existiam antes do nascimento de Jesus e não eram desconhecidas entre os judeus do primeiro século. Ele citou referências da literatura da época e lembrou que Jesus reconheceu a atuação de exorcistas na comunidade.

Contexto bíblico e acusação de Belzebu

Os Evangelhos registram opositores de Jesus o acusando de expulsar demônios pelo poder de Belzebu. Wright argumentou que essa acusação reflete um contexto cultural em que o sofrimento espiritual era reconhecido, e que as forças das trevas perceberam ameaças ao anunciar o Reino.

Ele rejeitou a ideia de um dualismo completo entre Deus e Satanás, afirmando que não é bíblico imaginar uma luta sem fim entre as duas extremidades. A leitura defendida é de uma vitória já inaugurada, mas não concluída, na história da salvação.

Wright vinculou esse tema ao que Paulo discute em 1 Coríntios, destacando a existência de forças das trevas não humanas que distorcem a criação. Essas forças agem por meio de sistemas e comportamentos que diminuem a dignidade humana, sem serem os deuses verdadeiros.

Perspectiva sobre o mal e o mundo contemporâneo

O teólogo observou que o ceticismo ocidental não eliminou a percepção do mal espiritual, citando tragédias do século XX para ilustrar que o mal pode operar além da ação individual. Segundo ele, o reconhecimento não deve despertar medo, fascínio ou busca por experiências dramáticas.

Wright alertou contra ensinamentos que incentivam visões ou mediunidade entre cristãos. Ele argumentou que esse tipo de prática alimenta um fascínio sombrio que deve ser evitado, mantendo foco na sobriedade.

Ele descreveu a atuação pastoral de ministros em casos de perturbação espiritual, ressaltando que alguns trabalham com o que descreveu como um dom de discernimento. O processo é descrito como exaustivo e perturbador, envolvendo situações de “infestação” espiritual.

Vitória de Cristo e prática da Igreja

A defesa da fé, segundo Wright, encontra fundamentação na morte e ressurreição de Cristo, que seria a vitória decisiva sobre essas forças. A ressurreição é apresentada como a declaração de que a batalha espiritual já tem um desfecho anunciado.

Ele afirma que a Igreja vive entre a vitória inicial e a final, e que Jesus atua no próprio coração das trevas para derrotá-las. A prática cristã, nesse marco, envolve testemunhar o Reino sem recorrer a exageros ou superstições.

Wright citou dados de uma pesquisa de 2025 para contextualizar crenças no Ocidente, mencionando que parte da população acredita em cura psíquica, fantasmas e outros fenômenos sobrenaturais. Ele ressaltou que esse panorama não redefine a batalha espiritual.

Armadura de Deus e orientação prática

Sobre a guerra espiritual, Wright comentou que a ideia de Efésios 6 precisa ser entendida no conjunto de Efésios 1 e 2, que situam os crentes em lugares celestiais em Cristo. A armadura é vista como defensiva, com a única exceção da espada do Espírito, usada com prudência.

Ele afirmou que a luta principal não deve mirar pessoas ou grupos humanos, evitando leituras que transformem adversários em alvos da batalha espiritual. A orientação é manter equilíbrio e evitar leituras simplistas.

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