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Rothenberg: queríamos Whitney Houston na Copa de 94, mas FIFA disse não

Alan Rothenberg relembra a recusa da FIFA em Whitney Houston na final de 1994, marco da transformação do futebol nos Estados Unidos

The US reached the last 16 at the 1994 World Cup.
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  • Alan Rothenberg, à época presidente e CEO da Copa do Mundo de 1994, queria Whitney Houston cantando no gramado da final no Rose Bowl, em Pasadena.
  • A FIFA vetou, dizendo que haveria risco de chuva ou danos ao campo, o que manteve a cantora apenas cantando à beira do campo.
  • Rothenberg lembra ainda de ter convidado executivos da FIFA para o show do Super Bowl anterior, com Michael Jackson, mas o veto foi mantido.
  • O episódio é visto como um marco de inovação na forma de apresentar a Copa do Mundo, abrindo caminho para shows em campo.
  • O dirigente comenta a transformação do futebol nos Estados Unidos ao longo de quatro décadas e ressalta o papel da política internacional na organização do Mundial.

Alan Rothenberg, então presidente e CEO da organização que organizou a Copa de 1994, relembra a tentativa de levar Whitney Houston ao palco da final em Pasadena. A ideia foi recusada pela Fifa, que orientou que a cantora ficasse na linha lateral do gramado.

Rothenberg afirma que o risco de chuva fora da estação e danos ao campo foram citados pela entidade. Ele sustenta que, naquela época, a Fifa ainda não aceitava apresentações no centro do campo, mesmo com a estrutura preparada para o intervalo semelhante ao do Super Bowl.

O episódio ocorreu poucos meses depois de a organização ter tentado envolver autoridades da Fifa para acompanhar a celebração do halftime show no Rose Bowl, na Califórnia. Apesar da recusa, Whitney Houston acabou cantando, mas à beira do campo, com a plateia sem perceber de onde vinha a música.

O ex-dirigente aponta que 1994 marcou uma mudança na forma de apresentar a Copa. Segundo ele, a ausência de palco central limitou a experiência, abrindo caminho para formatos mais elaborados de shows. Agora, com a final prevista para o MetLife Stadium, o cenário mudou de maneira definitiva.

Rothenberg também comenta sobre a relação entre política e organização de Copas. Diz que certas declarações de líderes internacionais geram desconforto, mas que manter o governo alinhado é essencial para realizar o torneio. Ele avalia que a programação exige ações extracampo para viabilizar o evento.

Sobre o contexto atual, ele observa que a transformação do futebol nos Estados Unidos foi de longo curso. Em 1990, a Federação tinha estrutura limitada; hoje, há investimentos significativos e centros de treinamento de alto custo. A experiência de 1994 é vista como parte de uma evolução gradual e contínua.

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