- Omar Artan, árbitro somali de 34 anos, foi barrado na entrada dos Estados Unidos para o Mundial da FIFA de 2026.
- Ele seria o primeiro somali a atuar em partidas da edição final e foi removido enquanto se preparava para um seminário pré-torneio em Miami.
- Artan ficou 11 horas sob interrogatório na imigração, com o grupo extremista Al-Shabab entre os tópicos discutidos, e foi colocado em um voo de volta.
- A FIFA informou que não pode intervir em processos de visto de países anfitriões e que o status de Artan não deve ser alterado no momento.
- A África terá seis árbitros no torneio, mas Artan ficará fora, enquanto outros árbitros estão representando o continente; a competição começa em breve.
Omar Artan, árbitro somali de 34 anos, não poderá atuar na Copa do Mundo de 2026 após ser impedido de entrar nos EUA. Ele chegaria aos EUA para treinamento e seminário preparatório, mas teve a entrada negada em Miami, mesmo com passaporte diplomático e visto único.
Artan seria o primeiro somali a atuar em uma Copa do Mundo, após ser selecionado pela Fifa. A recusa aconteceu durante o desembarque e envolve questões de segurança nacional e avaliação de viajantes pelo governo americano. A notícia foi confirmada por fontes oficiais.
O caso ocorreu poucos dias antes do início do torneio, que começa em breve; a organização exige que todos os árbitros estejam baseados no hub de Miami para treinamento, o que inviabiliza participação parcial em jogos realizados fora dos EUA.
A delegação somali e o governo do país expressaram surpresa e tristeza com a situação, comunicando que trabalham para esclarecer o ocorrido. A Fifa informou que não interfere em processos de vistos, que ficam a cargo do país anfitrião.
Artan disse à imprensa que dedicou anos de esforço para chegar à Copa e que a confirmação de sua vaga representava uma vitória para o futebol na Somália. Ele permanece em Istambul, na Turquia, e estima retornar à Mogadíscio na próxima semana.
Desde 2018, Artan ascendeu na arbitragem africana, sendo reconhecido como melhor árbitro masculino da região e conduzindo partidas da Copa Africana de Nações e da Liga dos Campeões africana. Em abril, foi incluído na lista oficial da Copa.
A África passa a ter seis árbitros no torneio, vindos de Algéria, Egito, Gabão, Mauritânia, Marrocos e África do Sul. A Copa do Mundo de 2026 ocorre entre junho e julho, com jogos em várias cidades da América do Norte.
Segundo a imprensa, Artan foi alvo de perguntas sobre temas de segurança durante a interdição. A reportagem cita que o episódio não permite intervenção direta da Fifa nas decisões de imigração.
— Fifa não participa dos processos de visto do país anfitrião e não tem poder para alterar o status de Artan no momento, afirmou a entidade. O governo somali disse estar profundamente consternado com o desfecho.
Artan agradeceu, por meio de nota, as mensagens de apoio da comunidade futebolística. Ele afirmou que continuará mantendo o alto nível da arbitragem e que espera competir novamente no futuro.
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