O Atlético de Madrid chegou a Los Angeles para a Copa do Mundo de Clubes da FIFA, onde enfrentará o Paris Saint-Germain e o Botafogo. A equipe se hospedou em um hotel no centro da cidade, mas a situação se complicou devido a protestos contra a política migratória de Donald Trump.
Nos últimos dias, Los Angeles tem sido palco de manifestações intensas, resultando em um toque de recolher na região central. A prefeita Karen Bass anunciou a medida, que estará em vigor das 20h de terça-feira (10) até as 6h de quarta-feira (11), visando conter vandalismos e saques. A decisão foi tomada após episódios de violência e a mobilização de quase cinco mil militares a pedido da Casa Branca.
A chegada do Atlético de Madrid ocorreu cerca de quatro horas antes do início do toque de recolher. O time, sob o comando de Diego Simeone, ficará no hotel Conrad, um estabelecimento cinco estrelas com diversas comodidades. No entanto, a vista do hotel pode ser ofuscada pela presença policial e sons de sirenes, já que a segurança na área foi intensificada.
Os protestos são motivados por operações de autoridades migratórias que visam prender imigrantes em situação irregular. A prefeita Bass e o governador da Califórnia, Gavin Newsom, criticaram essas ações, afirmando que não foram informados previamente. Enquanto isso, os confrontos entre manifestantes e agentes federais se intensificaram, levando a um aumento no número de prisões.
Com o toque de recolher, os jogadores do Atlético de Madrid deverão permanecer no hotel durante o horário estipulado. A prefeita alertou que apenas pessoas que residem ou trabalham na área estão isentas da medida. A situação em Los Angeles continua tensa, com a possibilidade de que o toque de recolher seja estendido, dependendo da evolução dos protestos.
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