Gustavo Cabral, zagueiro do Pachuca, foi acusado de racismo durante a partida contra o Real Madrid no Mundial de Clubes, realizada em Charlotte. A acusação surgiu após uma discussão com o defensor alemão Antonio Rüdiger, que resultou em um tapa no rosto do adversário. O árbitro brasileiro Ramon Abatti Abel ativou o protocolo antirracismo após o incidente.
Cabral, de 39 anos, negou as acusações, afirmando que usou um termo comum na Argentina. Ele explicou que se referiu a Rüdiger como “cagão de merda”, uma expressão que considera normal em seu país. O zagueiro declarou que não teme sanções e que a situação foi exacerbada pela tensão do momento.
Nascido em Isidro Casanova, na Argentina, Cabral teve uma carreira notável, incluindo a conquista da Copa do Mundo Sub-20 em 2005, onde foi titular ao lado de Lionel Messi. Ele eliminou o Brasil na semifinal e ajudou a Argentina a vencer a Nigéria na final. O defensor se destacou em clubes como Racing, River Plate e Celta de Vigo, onde se tornou ídolo.
Desde 2019, Cabral defende o Pachuca e, nesta temporada, já disputou 22 partidas. O incidente no Mundial de Clubes levanta questões sobre o uso de linguagem no futebol e a interpretação de termos em diferentes culturas. O zagueiro se mostrou confiante de que a verdade prevalecerá.
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