O Chelsea Football Club vendeu seu time feminino para sua controladora, a BlueCo 22, por quase 200 milhões de libras esterlinas. A transação, que surpreendeu investidores, foi vista como uma estratégia para permitir ao clube londrino contabilizar lucros e aumentar os investimentos em jogadores.
A venda interna, realizada em junho de 2024, possibilita ao Chelsea registrar um lucro significativo, ajudando a evitar penalidades financeiras impostas pela Premier League. Com essa manobra, o clube pode continuar a investir em novos talentos sem infringir as regras de gastos da liga, que limitam as perdas a 105 milhões de libras em um período de três anos.
Outros clubes, como Aston Villa e Everton, também adotaram táticas semelhantes, vendendo suas equipes femininas para suas controladoras. Essas ações têm gerado críticas sobre a eficácia das regras financeiras, que parecem favorecer clubes estabelecidos em detrimento de novos ricos, como o Newcastle United.
A venda do Chelsea, avaliada em 198,7 milhões de libras, contrasta com estimativas que indicam que o time feminino valeria entre 60 milhões e 70 milhões de libras. A Premier League pode investigar a avaliação, mas a venda de uma participação de 10% na equipe feminina para um investidor externo por 20 milhões de libras foi apresentada como prova de que o valor estava correto.
Com a janela de transferências se encerrando, o Chelsea já gastou € 280 milhões em novos jogadores para a temporada 2025-2026. O clube, que já havia declarado um lucro de 128 milhões de libras para a temporada 2023-2024, continua a ser um dos maiores gastadores do mercado, mesmo diante das restrições financeiras.
As regras de lucro e sustentabilidade da Premier League têm gerado um debate intenso, especialmente entre torcedores que se opõem à venda de jogadores formados nas categorias de base. A situação atual levanta questões sobre a equidade no futebol inglês e a necessidade de uma revisão nas normas financeiras.
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