O ex-árbitro sueco Jonas Eriksson, que atuou na Copa do Mundo de 2014, fez revelações contundentes sobre os métodos de arbitragem da Uefa, criticando a gestão de Pierluigi Collina. Eriksson relatou experiências de humilhação durante testes rigorosos, onde árbitros eram obrigados a se pesar em público, gerando desconforto e degradação.
Em seu livro “House of Cards – O jogo sujo atrás do jogo”, Eriksson detalha a pressão enfrentada pelos árbitros para manter um padrão físico. Ele afirma que, além de serem bons árbitros, deveriam priorizar a dieta e a aparência. A não conformidade poderia resultar em repreensões e menos oportunidades de trabalho.
O sueco recorda uma situação particularmente constrangedora em 2010, durante um treinamento em Liubliana, na Eslovênia. Ele descreve como um grupo de árbitros foi instruído a ficar apenas de cueca para a pesagem. “Senti principalmente nojo, raiva e humilhação”, disse Eriksson, que se sentiu exposto e julgado durante o processo.
O árbitro ainda questiona a falta de reação do grupo, que temia que qualquer protesto pudesse comprometer suas carreiras. “O erro foi tentar chegar lá por meio de uma pesagem humilhante”, concluiu Eriksson, destacando a necessidade de uma mudança na abordagem da arbitragem.
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