O ex-presidente do Paraná Clube, Rubens Ferreira Silva, conhecido como Rubão, possui 10% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube. O restante, 90%, pertence ao Paraná, que enfrenta sérias dificuldades financeiras e esportivas, incluindo rebaixamentos e a ausência de competições nacionais entre 2022 e 2024. O acordo de Rubão garante que a totalidade da SAF não será vendida, conforme documento apresentado em reunião do Conselho Deliberativo.
Desde sua gestão, iniciada em outubro de 2021 e finalizada em fevereiro de 2024, o clube não conseguiu se recuperar. Em 2022, o Paraná foi rebaixado no Campeonato Paranaense e não teve calendário nacional em 2023, fato inédito na história do clube. Após o afastamento de Rubão, o vice-presidente Ailton Barboza de Souza assumiu e, em 2024, foi eleito presidente, mas o time foi rebaixado novamente em 2025.
Novas Propostas para a SAF
Atualmente, a SAF do Paraná Clube está em negociação, com a Nextplay Capital como favorita para adquirir a participação por um período de 10 anos. O grupo, liderado por Pedro Weber, já apresentou uma proposta inicial de R$ 250 milhões e está utilizando a modalidade stalking horse bidder, que estabelece um lance mínimo para os demais investidores. Essa estratégia visa garantir que a venda não ocorra por um valor muito abaixo do mercado.
Os investidores interessados devem apresentar propostas 10% superiores à oferta da Nextplay para serem considerados. Caso outra empresa vença a disputa, ela deverá compensar a Nextplay com R$ 2 milhões pela iniciativa. A situação financeira do clube é crítica, com um prejuízo de R$ 8,4 milhões em 2024 e uma dívida total que aumentou de R$ 162,7 milhões para R$ 171,6 milhões. A desistência do Paraná em participar da Taça FPF por falta de recursos evidencia ainda mais a gravidade da crise.
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