A venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Paraná Clube avança com uma nova data marcada para a Assembleia Geral de Credores (AGC), agendada para 6 de novembro. O clube está em negociações para vender 90% das suas ações por R$ 212 milhões. Um ex-presidente detém os 10% restantes.
Recentemente, o plano de recuperação judicial (RJ) passou por cinco alterações, que precisam ser aprovadas pelos credores. O administrador judicial, Maurício Obladen, destacou que um novo esboço será submetido à votação, o que é crucial para a continuidade do processo de venda. As modificações no plano devem ser formalizadas até 30 de outubro.
Expectativas e Desafios
Os credores se reunirão com a NextPlay Capital Ltda, que representa investidores brasileiros e estrangeiros, para alinhar a proposta da SAF ao plano de pagamento da recuperação. Um dos principais pontos discutidos é a garantia dos recursos prometidos. Se a AGC não chegar a um acordo, a SAF pode enfrentar novas incertezas, e o clube corre o risco de falência, especialmente se não cumprir os pagamentos exigidos na recuperação judicial.
Na última reunião do Conselho Deliberativo do Paraná, realizada em 20 de outubro, a proposta da NextPlay foi aprovada por unanimidade, mas essa decisão foi apenas uma prévia. Com as alterações no plano, a proposta precisará ser reavaliada pelos conselheiros. Pedro Weber, ex-dirigente de outros clubes, é o indicado para ser o futuro CEO da SAF.
O Paraná Clube reafirmou seu compromisso com a transparência e o diálogo com os credores, buscando uma solução sustentável para sua reestruturação financeira. A expectativa é que a venda da SAF se concretize até o final de 2025, caso todos os trâmites legais sejam cumpridos.
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