O marchador olímpico Matheus Corrêa obteve sua melhor marca em provas de rua durante o Mundial de Atletismo em Tóquio, realizado em setembro de 2025. A competição foi marcada por temperaturas extremas, que chegaram a 40°C, representando um desafio considerável para os atletas.
Treinando em Blumenau, Santa Catarina, Corrêa destacou a dificuldade de se adaptar ao calor japonês após meses de treinamento em clima frio. Em entrevista, ele mencionou que a adaptação ao calor foi bastante complicada. “Aqui estava bem frio. Foram três meses de inverno e eu não peguei um dia de calor. Acabei perdendo um pouco a noção do que é competir e treinar no calor”, afirmou o atleta.
Desafios da Competição
O Mundial de Atletismo ocorreu em um período atípico, um mês após o calendário tradicional. Mesmo com a mudança, o calor intenso se manteve como um dos principais obstáculos. Durante os treinos em Tóquio, a diferença de adaptação entre Matheus e seu colega, Max, de Brasília, ficou evidente. Enquanto Matheus apresentava uma frequência cardíaca de 175-180 batimentos por minuto, Max se mantinha em torno de 140, devido à sua aclimatação prévia ao clima.
Além disso, Corrêa já havia registrado um tempo dois minutos melhor em sua melhor marca de pista no Brasil, evidenciando o impacto das condições climáticas em seu desempenho. Ele treina ao lado de Caio Bonfim, outro atleta destacado na marcha atlética, com quem compartilha experiências e desafios.
Matheus Corrêa continua a se preparar para futuras competições, buscando aprimorar sua performance e lidar com as adversidades climáticas que podem surgir.
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