No futebol, o termo “gato” é usado quando um jogador falsifica a própria idade, tentando se passar por mais jovem do que realmente é. A prática é mais comum nas categorias de base, onde a divisão por idade pode abrir espaço para fraudes.
Nesses casos, atletas mais velhos acabam levando vantagem física e técnica sobre os adversários, o que gera desequilíbrio nas competições e, muitas vezes, envolve empresários e dirigentes.
Um caso recente aconteceu na Bolívia. O jogador Gabriel Montaño Moizan, do Aurora, admitiu ter mentido o nome e a idade. Na verdade, ele se chamava Diego, era cinco anos mais velho e usava a identidade do irmão falecido, segundo o jornal *Marca*. Como punição, foi suspenso por dois anos, e o clube começou o campeonato com menos 33 pontos.
O futebol brasileiro também tem exemplos famosos. Emerson Sheik, cujo nome verdadeiro é *Márcio Passos de Albuquerque*, teria reduzido três anos da idade para jogar na base do São Paulo. Em 2007, foi condenado, mas a pena acabou convertida em multa.
Outro caso foi o de Sandro Hiroshi, também ex-jogador do São Paulo, que adulterou o documento e “rejuvenesceu” um ano. Ele foi suspenso e respondeu por falsidade ideológica.
E há histórias ainda mais curiosas. O zagueiro nigeriano Taribo West, que passou por Milan e Inter de Milão, foi acusado de mentir 12 anos na idade. Ele dizia ter 28, mas teria 40 anos. Mesmo assim, jogou duas Copas do Mundo e conquistou a medalha de ouro olímpica em 1996.
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