Ontem, sócios do São Paulo realizaram protesto na sede do clube, no Morumbi, contra a gestão do presidente Júlio Casares e do presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres. Faixas pediam o impeachment e mobilização reuniu pessoas no local. A movimentação foi acompanhada de cânticos e apelos por mudanças na direção.
O ato ocorreu neste sábado, com resistência aos dirigentes e chamados por transparência no processo. Protestos também destacaram a necessidade de apurar responsabilizações no caso envolvendo o Morumbi e atividades associadas aos shows realizados no estádio.
Pleito de impeachment
O Conselho Deliberativo marcou para 16 de janeiro uma reunião extraordinária que pode afastar Casares da presidência. A aprovação exige 75% dos conselheiros aptos, totalizando 191 membros com direito a voto.
A sessão será presencial para assegurar sigilo, segurança e transparência. A votação terá duração máxima de duas horas após o início dos trabalhos, conforme o edital.
Antes da decisão, conselheiros poderão consultar documentos do pedido de destituição, em formato digital ou presencial, segundo o regulamento interno.
Contexto e desdobramentos
O pedido de afastamento foi apresentado por conselheiros da oposição, em meio a investigações sobre a venda ilegal de um camarote no Morumbi durante shows. O movimento oposicionista aponta possível vínculo de Casares com o caso, mas não descreve provas diretas.
A assinatura necessária para avançar o processo foi atingida, com 52 adesões. O impasse ganhou contorno após a divulgação de um áudio envolvendo a venda do camarote. O caso envolve Douglas Schwartzmann, diretor adjunto das categorias de base, e Mara Casares, ex-mulher do presidente e atual diretora de áreas femininas, culturais e de eventos.
Pareceres e próximos passos
O Conselho Consultivo, composto por ex-presidentes do São Paulo, reuniu-se na terça-feira para emitir parecer. O grupo, que incluiu nomes como Leco e Carlos Aidar, avaliou que não há provas diretas contra Casares e se posicionou contrariamente ao impeachment.
Mesmo assim, o Conselho Deliberativo manteve a votação em aberto, com voto secreto. Caso o quórum não seja atingido, o pedido pode ser arquivado. A decisão final dependerá do resultado da consulta entre os conselheiros.
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