Sarah Porter foi retirada da Montane Winter Spine Challenger South, ultramaratona de 108 milhas no Reino Unido, após receber ameaças de morte ligadas à arrecadação de fundos para mulheres e meninas afegãs. A decisão ocorreu no sábado, 10 de janeiro, durante a prova entre Edale, Derbyshire, e Hawes, North Yorkshire.
Porter vinha quase um terço do percurso quando os organizadores optaram pela retirada por motivos de segurança. Parte da equipe de apoio, monitoramento e autoridades de segurança acompanharam o caso, informado aos participantes por meio do sistema de rastreamento da prova.
Segundo a organizadora Montane Spine Race, a retirada foi uma decisão difícil, tomada para garantir a proteção de todos os atletas. Não houve indicação de risco maior para outros competidores, assegurando que a segurança permanece como prioridade.
Porter informou ao Guardian que ficou emocional e reconheceu o episódio como uma consequência das ações da ONG InspiredMinds!, que trabalha com IA para fins humanitários. Ela enfatizou que continuará buscando outras provas no futuro.
A corredora, amadora, explicou que o apelo da prova vem de seu histórico como uma das ultramaratonas mais desafiadoras do calendário britânico, com trechos remotos do Pennine Way. O andamento da competição pode ser acompanhado por meio do rastreamento oficial.
A ONG organizadora ressaltou que, após a avaliação de risco, permaneceram confiáveis os planos de segurança com consultoria de autoridades e especialistas. A previsão é de que o vencedor da Montane Winter Spine chegue a linha de chegada na Escócia nas próximas horas.
O GoFundMe de Porter continua aberto para doações, segundo informações da assessoria da corredora. A prova completa, com 268 milhas totais, segue com o desenrolar de condições climáticas adversas.
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