Desde a Copinha 2026, a identificação de talentos passou a incluir ferramentas digitais que atuam na análise de perfil e desempenho dos jogadores. Aplicativos e sites ajudam clubes a mapear fundamentos técnicos de atletas, com dados reunidos em plataformas de origem alemã. O Cruzeiro foi campeão da competição realizada no último fim de semana.
O CUJU, plataforma alemã, utiliza inteligência artificial para avaliar fundamentos técnicos dos atletas. Hoje registra mais de 150 mil jogadores cadastrados e permite avaliação de performance por meio de exercícios padronizados, executados de qualquer lugar. Entre os clubes que adotaram a tecnologia está o Barra, de Santa Catarina.
A Copinha também teve cobertura de olheiros por meio de plataformas dedicadas. Além de profissionais em estádios, a E-Scout acompanhou todos os jogos, com cerca de 20 mil atletas cadastrados e 12.145 com avaliações técnicas completas. Em 2026, mais de 1.5 mil atletas foram avaliados e 252 partidas analisadas.
Plataformas em uso pela Copinha
Algumas equipes desenvolveram sistemas próprios para modernizar o scouting. O Fortaleza criou uma plataforma interna para direcionar os jogos observados por olheiros e analistas, além de monitorar aspectos fisiológicos dos jogadores. Entre as características está a capacidade de analisar milhares de atletas mensalmente.
No Santos FC, a tecnologia integra saúde e desempenho. O clube utiliza sensores de movimento por GPS e o GPS de chuteira, que fornecem dados de chutes, velocidade e deslocamentos. A implementação começou há cerca de dois anos e já está presente em todas as categorias, incluindo feminino.
Casos de clubes e resultados práticos
No Internacional, o scouting combina vídeo, dados, IA e ferramentas administrativas para ampliar o alcance de observação de atletas. Questionários de sono e recuperação, além do monitoramento diário com GPS e um banco de dados de avaliações físicas, são usados em tempo real com suporte de iPads.
Na prática, clubes ressaltam os benefícios das plataformas. Fernando Rech, do Internacional, afirma que o uso integrado eleva o controle da carga física, a recuperação e o desenvolvimento, tornando a captação mais organizada e eficiente. O objetivo é ampliar o número de jogadores observados e qualificados.
Entre os destaques da Copinha, Ryan Granja, 18 anos, e Enrico Colossi, 15, defenderam o Barra após avaliação pelo aplicativo. Ambos participaram do projeto “A Jornada”, promovido pelo CUJU no ano anterior, chegando a final do projeto junto ao torneio.
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