A Associação de Futebol do Iraque pediu formalmente à Fifa o adiamento do jogo decisivo pela repescagem da Copa do Mundo de 2026. A solicitação ocorre em meio à guerra no Oriente Médio, que restringe a saída da equipe do país. A reportagem do The Guardian informou a consulta da entidade à Fifa.
O Iraque, quinto nas Eliminatórias da Ásia, depende do resultado da partida para chegar à Copa. O adversário será o vencedor de Bolívia x Suriname ou, na outra chave, Jamaica x Nova Caledônia, conforme o formato da repescagem. A decisão acontece em Monterrey, no México, no dia 31 de março.
O espaço aéreo iraquiano está fechado por ordem do Ministério de Transporte, refletindo os conflitos entre o Irã e a aliança EUA-Israel. O técnico Graham Arnold permanece em Dubai, nos Emirados Árabes, sem poder viajar. A Fifa já avaliou a viabilidade de deslocamento alternativo, sem sucesso.
Segundo o Guardian, a Fifa sugeriu viagem de ônibus até a Turquia para embarque rumo ao México. A proposta foi recusada pelo desgaste de 25 horas de viagem e pelos riscos de atravessar áreas de conflito no norte do Iraque.
Além das implicações esportivas, a repescagem permite ao Iraque sonhar com uma vaga inédita na Copa, já que o país tem a quinta colocação e ocupa o ranking mais alto entre as equipes asiáticas sem vaga direta. A possibilidade de vigorar caso o Irã seja retirado também é mencionada.
O time aguarda uma solução da Fifa nos próximos dias. Em caso de adiamento, a federação iraquiana terá que buscar reprogramação logística, incluindo deslocamento, alojamento e ajustes de preparação para o duelo decisivo.
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