O Irã pode abrir mão de disputar a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos EUA, México e Canadá, a partir de junho. A hipótese ganhou força após ataques envolvendo EUA e Israel, e envolve impactos diretos na equipe nacional.
Nesta quarta-feira, o ministro do Esporte do Irã afirmou que a seleção masculina não participará do torneio. A declaração vem após semanas de debate interno sobre a viabilidade de competir no contexto atual.
Segundo o regulamento da competição, o sexto artigo trata de desistências, mas não define critérios objetivos para substituições. A FIFA terá decisão exclusiva sobre o tema e pode substituir a associação que desiste pela outra. A norma prevê multas ao desistir próximo ao início do Mundial.
A hipótese de substituição já havia sido discutida informalmente, com a ideia de manter a competição mesmo diante de uma desistência. O texto regulatório deixa claro que a FIFA decide os critérios apenas quando confrontada com a necessidade de encontrar um substituto.
A FIFA tem buscado atuar de forma diplomática para evitar a desistência do Irã, objetivando manter a participação da seleção. O presidente Gianni Infantino afirmou ter se encontrado com o presidente dos EUA, em tom de afirmação de que a seleção iraniana continua bem-vinda. Em resposta, o ministro iraniano ressaltou que não haverá participação sob o atual regime.
Na semana passada, houve também um movimento humanitário: o governo da Austrália concedeu visto de proteção a atletas iranianos que disputam a Copa da Ásia, o que alimenta o debate sobre eventual apoio internacional à delegação. O retorno de possíveis protestos, caso ocorram durante a Copa, também é tema de preocupação para as autoridades iranianas e para a organização do evento.
Até o momento, não houve comunicado formal da federação iraniana à FIFA sobre participação ou não no Mundial. A discussão continua aberta, com a FIFA avaliando cenários e possíveis medidas para manter ou adaptar a vaga conforme o desfecho dos eventos reais.
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