A Justiça suspendeu a eleição para a presidência da Federação Paulista de Futebol. O pleito, marcado para esta terça-feira 24, às 14h, foi interrompido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. A medida envolve o atual presidente Reinaldo Carneiro Bastos, que concorre sem adversário, e o impedimento ocorreu após a alegação de irregularidade estatutária. A organização apontou que o adversário não registrou chapa.
A Federação Paulista de Futebol afirmou que tomou ciência da decisão e pretende recorrer para defender a participação dos clubes e ligas que têm direito a voto. A suspensão foi determinada após pedido da Liga Mauaense de Futebol, que contesta a reforma estatutária publicada em janeiro de 2025.
A advogada responsável pela decisão, Débora Vanessa Caús Brandão, concedeu parcialmente o pedido para evitar danos institucionais antes de análise definitiva. Foi determinado que a FPF inicie, em até 30 dias, um procedimento de arbitragem para discutir a validade do estatuto e o processo convocatório.
Situação das chapas e critérios de registro
O estatuto exige apoio de cinco clubes da Série A1, três da A2, dois da A3, um da A4, um da Segunda Divisão Profissional e um das ligas amadoras para a formação de chapa. Bastos registrou candidatura com apoio de 103 entidades, incluindo 63 dos 64 clubes das séries A1 a A4, tornando-se candidato único.
Wilson Marqueti Júnior não atingiu o mínimo de apoios necessários e, por isso, não registrou chapa. Marqueti integrou a gestão até agosto deste ano e, desde então, atua nos bastidores para pleitear a presidência da entidade. A eleição na FPF não ocorria com dois candidatos há quase 40 anos, mantendo-se o histórico de aclamação desde 1987.
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