O elenco da Itália cobrou um prêmio de 300 mil euros antes da repescagem contra a Bósnia, pela classificação ao Mundial de 2026. O valor seria dividido entre os convocados, cerca de 10 mil euros por jogador. A informação foi veiculada pela imprensa europeia.
Segundo La Repubblica, o grupo de atletas buscou a comissão técnica para assegurar a bonificação caso a Itália avançasse. A reação interna apontou para a negatividade da diretoria diante do pedido, dada a importância do duelo.
Gennaro Gattuso interveio, convocando os jogadores para uma reunião. O técnico deixou claro que a vaga no Mundial deveria ser definida antes de qualquer discussão sobre premiações, priorizando o objetivo esportivo.
Desdobramentos institucionais e impactos
A derrota nos pênaltis para a Bósnia confirmou a terceira ausência italiana em Copas. A FIC (Federação Italiana) projetou perdas de até 30 milhões de euros com o insucesso.
A derrota acelerou mudanças na estrutura do futebol italiano: Gattuso deixou o cargo, assim como o presidente da federação, Gabriele Gravina, e o ex-goleiro Gianluigi Buffon, que era chefe da delegação.
Além disso, o país enfrenta afetamentos na organização de competições internacionais. Itália corre o risco de perder a autonomia para sediar a Eurocopa de 2032, evento programado em parceria com a Turquia.
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