O Caracas, principal rival do Botafogo na Copa Sul-Americana, entra em campo no Nilton Santos nesta quinta-feira pela primeira rodada. A equipe venezuelana chega pressionada pela perda de protagonismo nacional e pela escassez de investimentos estatais, que afetaram o desempenho internacional.
Na Venezuela, o Caracas não conquista o título nacional há sete anos, desde 2019. O clube perdeu espaço para outras equipes que passaram a contar com aportes significativos, favorecidos por investimentos do governo e de entidades ligadas ao poder.
O cenário mudou nas últimas temporadas: La Guaira, Metropolitanos e Deportivo Táchira surgem como novos destaques nacionais, enquanto a UCV voltou a vencer após um longo jejum, com apoio financeiro de figuras associadas a estruturas do Estado. O Caracas, porém, segue sem título recente.
Laços de investimento no futebol venezuelano
Além da UCV, outras equipes reforçaram suas bases com capital externo. O La Guaira, controlado pelo Grupo Traki, nasceu como aposta governista e hoje figura entre as principais forças do país. Em 2026, o time disputou a Libertadores, destacando o novo patamar de competitividade no futebol local.
O Carabobo também escalou de patamar, impulsionado por investimentos regionais no estado de Carabobo. A equipe foi vice-campeã nacional em 2024 e 2025 e permaneceu com presença constante em fases decisivas, incluindo a Libertadores.
Projeção para o confronto
Nesta quinta, o Botafogo encara o Caracas buscando manter o controle da dupla competição. A partida marca a estreia de Franclim Carvalho como treinador do clube carioca. O Caracas tenta manter o ritmo diante de adversário tradicional, buscando reverter a tendência recente de resultados ruins no continente.
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