Conselheiros do São Paulo protocolaram uma representação na Comissão de Ética do Conselho Deliberativo contra o ex-presidente Julio Casares. A ação pede a expulsão do dirigente com base na reprovação das contas de 2025 do clube, em sessão que contou com ampla maioria dos votos.
O balanço de 2025 foi rejeitado por 210 votos a 24, com três abstenções. A auditoria independente apontou saques de cerca de 7 milhões de reais pela presidência sem comprovação de finalidade. Além disso, o documento lista problemas como dois transfer bans da Fifa por atraso em dívidas.
Integrantes da defesa de Casares não bloquearam o contato do Estadão para comentário até o fechamento deste texto. A reportagem manterá atualização caso haja resposta formal.
Situação financeira e acusações
Entre as irregularidades citadas, aparecem investigações sobre o uso do MorumBis, afastamento seguido de renúncia do ex-presidente e denúncias de falta de acessibilidade no estádio. O documento também aponta dano reputacional ao clube.
A Frente Democrática em Defesa do São Paulo, que apoia o processo de expulsão, já sinaliza a formalização de novos pedidos de análise na Comissão de Ética. Estão previstas citações de outros ex-diretores ligados ao caso.
Próximos passos
A Comissão de Ética analisa a abertura de investigação contra Casares. Caso o processo avance, há possibilidade de suspensão por até 270 dias como alternativa à expulsão. O caso também envolve uma investigação policial em andamento pelo MP-SP e pela Polícia Civil.
A Polícia Civil investiga saques de até 11 milhões de reais na gestão, com 4 milhões destinados de forma clara. A defesa sustenta que os 7 milhões remanescentes estavam vinculados a ações promocionais e adiamentos em jogos, conforme a pasta contábil.
Entre na conversa da comunidade