O Comité Sul-Americano de Futebol divulgou dados sobre incidentes racistas ocorridos em partidas sob sua organização desde 2018. Foram 75 jogos com episódios de discriminação em 4.451 jogos administrados pela Conmebol, equivalentes a 1,68% do total. A divulgação foi feita pela secretária-geral adjunta, em entrevista sobre as ações de combate ao racismo.
Segundo a dirigente, a Conmebol tem trabalhado para ampliar a educação contra a discriminação, defendendo que multas não são suficientes para mudar comportamentos. Ela afirma que o dinheiro arrecadado com punições deve ser revertido para projetos educativos, contribuindo para reduzir a recorrência de atos racistas.
A executiva ressaltou que a denúncia por parte de jogadores e staff vem aumentando, o que indica maior conscientização. Além disso, citou a intenção de criar um banco de dados com o objetivo de restringir a presença de torcedores envolvidos em casos de racismo em estádios, inclusive em competições internacionais, dependendo de questões legais.
Dados e contexto
A secretária-geral adjunta mencionou planos de cooperação com a Fifa para formar uma lista de pessoas envolvidas em atos discriminatórios. O objetivo é excluir esses torcedores de eventos continentais e mundiais. O projeto ainda depende de soluções jurídicas para viabilização.
Ela ressaltou ainda que, embora a ideia seja efetiva para impedir o acesso, a proteção de dados impõe limites. A executiva observou que, no Brasil, o racismo é crime com pena de prisão prevista, o que influencia as medidas legais e administrativas adotadas.
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