Bruno Rodrigues, presidente do Santa Cruz, informou que o clube caminha para uma rescisão amigável com os investidores da Cobra Coral Participações, responsáveis pelo projeto da SAF do Tricolor. A declaração foi dada em meio a dúvidas sobre a continuidade da parceria.
O dirigente afirmou, em entrevista à Rádio Jornal Pernambuco, que o distrato deve ocorrer com o grupo, que inicialmente assumiria a SAF. A tendência é chegar a um acordo para facilitar a negociação com novos investidores interessados no projeto da Cobra Coral.
Para destravar a situação, Bruno Rodrigues viajou a São Paulo, onde participa de reuniões para formalizar a rescisão e abrir espaço para novas propostas. O intuito é fechar o acordo em dias, permitindo dar andamento a negociações futuras.
Desdobramentos da negociação com investidores
Bastidores indicam que o principal entrave envolve questões financeiras. O grupo que está deixando o Santa Cruz pode exigir compensação pelas importâncias já aportadas, o que dificulta as tratativas. A assinatura do distrato é visto como passo essencial para qualquer novo negócio.
O projeto original previa investimento de até 1 bilhão ao longo de 15 anos, com aportes conforme a divisão de receitas do clube e pagamento de dívidas. Também estavam previstas a construção de novo CT e reformas no estádio do Arruda, que é considerado de alto risco pela Defesa Civil do Recife.
Situação financeira interna do elenco
O Santa Cruz também enfrenta atrasos salariais. O volante Pedro Favela, remanescente do acesso de 2025, confirmou que a situação é complicada, mas pediu foco e confiança de que tudo será resolvido. O jogador afirmou que a equipe trabalha diariamente para superar as dificuldades.
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