A Itália rejeitou a proposta de substituir o Irã pela Itália na Copa do Mundo. A sugestão partiu de Paolo Zampolli, enviado especial de Donald Trump, e circulou entre executivos da Fifa. O objetivo seria reparar relações entre EUA e governo italiano.
Presidente do Comitê Olímpico Italiano (Coni), Luciano Buonfiglio, afirmou que não há possibilidade de mudança e disse que se sentirá ofendido. A vaga deve ser conquistada dentro de campo, segundo o dirigente.
Andrea Abodi, ministro do Esporte, comentou que a classificação deve ocorrer pela competição entre seleções. Ele reforçou que não é apropriado alterar o listado de participantes por motivo político ou externo.
Reação italiana
Buonfiglio mencionou ainda que é preciso merecer a vaga sem recorrer a substituições. O assunto ganhou repercussão após a derrota da Itália para a Bósnia, nos pênaltis, no playoff de classificação para a Copa.
A Itália caiu diante da Bósnia em março, perdendo o último tiro para ficar fora do Mundial pela terceira vez consecutiva. O Irã, por sua vez, aguardava decisão da Fifa sobre a transferência de jogos.
A proposta de Zampolli entrou em discussão após reportagens do Financial Times sobre o contexto político entre Trump e Giorgia Meloni. A matéria mencionou dúvidas sobre a participação iraniana na competição.
Entre na conversa da comunidade