A FIFA não pretende substituir a seleção do Irã pela Itália na Copa do Mundo de 2026, conforme apuração de fontes da organização ouvidas pela BBC. A informação surge após revelações de planos apresentados pelo enviado especial dos EUA, Paolo Zampolli, na véspera.
Segundo as mesmas fontes, a substituição só seria considerada se o Irã desistisse de participar do torneio. A competição terá parte das partidas na região central dos Estados Unidos, aumentando a sensibilidade do tema diante de tensões entre Washington e Teerã.
As discussões acontecem em meio a uma situação geopolítica tensa no Oriente Médio, com a guerra entre EUA e Irã e uma trégua frágil entre as partes. Infantino já havia afirmado, anteriormente, que o Irã tinha sua participação assegurada.
Contexto político
A proposta de incluir a Itália seria interpretada como movimento político, segundo o Financial Times, aliado a interesses diplomáticos entre governos. A iniciativa também é vista como forma de aproximar figuras-chave da política italiana.
Apesar da repercussão, há obstáculos legais e esportivos significativos. As regras da FIFA não preveem substituições com base em critérios políticos, e não houve confirmação oficial de qualquer plano por parte da Itália, do Irã ou da FIFA.
A Itália, com quatro títulos mundiais, ficou fora da Copa após a derrota na repescagem. O cenário mostra como o futebol pode atravessar interesses diplomáticos, ainda que os resultados esportivos já estejam definidos. As federações envolvidas não se pronunciaram oficialmente sobre o tema.
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