Praias artificiais têm ganhado espaço em diferentes países, com sistemas que geram ondas para lazer e esportes aquáticos. A ideia é criar praias com condições estáveis, independentes do mar aberto.
Diversos projetos se destacam pelo mundo. Em Califórnia, nos EUA, o Surf Ranch criado por Kelly Slater usa barragens e motores submarinos para gerar ondas. O local já sediou etapas da WSL entre 2018 e 2023.
Na Inglaterra, The Wave de Bristol abriu em 2019 com tecnologia Wavegarden Cove, capaz de produzir mais de 30 tipos de ondas. A instalação passou por fechamento temporário durante a pandemia e reabriu em 2020.
Desdobramentos globais
Na Austrália, Urbnsurf Melbourne foi a primeira Wavegarden com The Cove fora da Espanha. A piscina permite até 1000 ondas por hora, com duas áreas de uso distinto. O empreendimento gerou 300 empregos temporários e movimentou a economia local.
Em Porto Feliz, no interior de São Paulo, o Boa Vista Village Surf Club oferece uma praia artificial com 220 metros de área de surfe e ondas de até 22 segundos. Em 2023, recebeu o brasileiro Ítalo Ferreira, que convidou o ator Chris Hemsworth para conhecer o local.
Perdas e eventos marcantes ocorreram no setor. Em 31 de julho de 2024, um piloto de 70 anos faleceu no Urbnsurf Melbourne após queda durante a prática; a vítima foi retirada por um salva-vidas e encaminhada ao hospital, onde faleceu.
Essas opções destacam a variedade de modelos, custos e impactos econômicos. Enquanto alguns projetos focam em alto desempenho competitivo, outros privilegiam o lazer para iniciantes e entusiastas, sem depender das condições do oceano.
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