O São Paulo refez nos últimos dias o contrato de patrocínio com a Unimed para excluir a participação de uma empresa considerada intermediária pela área de marketing. O acordo previa R$ 4,5 milhões pela intermediação, divididos em três anos, além do contrato de patrocínio principal de R$ 45 milhões com a Unimed para estampar a marca na parte traseira do uniforme.
O departamento de marketing, chefiado pelo diretor Eduardo Toni, apontou a New Honest como intermediária do negócio. A empresa, com sede no Morumbi, atua no setor de seguros para clubes e já presta serviços ao próprio São Paulo, incluindo planos de saúde de funcionários e atletas.
O caso ganhou contornos com a análise interna antes da votação no Conselho de Administração. A diretoria decidiu retirar a cláusula de intermediação para levar o acordo a voto, ainda sem definição sobre aprovações.
Contexto da negociação
A New Honest se descreve como empresa com experiência em seguros para clubes e intermediação de serviços, além de atuar na área de patrocínio. O clube informou à reportagem que avalia a relação com a empresa e que o novo documento já não prevê a remuneração pela intermediação.
Segundo relatos, a intermediação envolvia uma porcentagem de 10% do contrato, correspondente a R$ 1,5 milhão por ano, o que gerava impacto líquido ao São Paulo de aproximadamente R$ 3,5 milhões ao longo do contrato. A gestão afirma ter documentos internos que comprovam a prática e o envolvimento de diferentes diretores.
A defesa apresentada, por meio de depoimentos de integrantes da área administrativa, sustenta que a New Honest já trabalhava para o clube e que a mudança visou reduzir questionamentos externos, mantendo o foco na relação entre as partes sem a participação de intermediários.
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