O turismo brasileiro atingiu 185 bilhões de reais em receitas de janeiro a outubro do ano passado, segundo o Ministério do Turismo (MTur) em parceria com a Nexus. Entre os destaques estão o turismo de bem-estar e o turismo esportivo, apontados como as opções mais desejadas por viajantes internos e estrangeiros.
Dados globais corroboram a tendência: levantamento da Priority Pass indica que 47% dos viajantes priorizam o bem-estar, 20% o esporte e 33% combinam as duas experiências na escolha do destino. O cenário reflete mudanças nas motivações de viagem para qualidade de vida e atividades físicas.
O crescimento da hospitalidade esportiva acompanha a demanda. A Soccer Hospitality atua na gestão de espaços premium em estádios, buscando ampliar a permanência dos visitantes com serviços de hospitalidade, gastronomia e lazer. O objetivo é conectar futebol a turismo, eventos e negócios regionais, elevando o impacto econômico local, segundo o CEO Léo Rizzo.
Parcerias entre clubes e agências de turismo esportivo também avançam. Profissionais do setor destacam a necessidade de profissionalizar o mercado diante do aumento de interesse tanto de público nacional quanto internacional, contribuindo para ampliar a oferta de pacotes e experiências no futebol.
O Museu do Internacional, no sul do Brasil, registrou recordes de receita e público em 2025, evidenciando que visitantes em busca de história e cultura do clube também movimentam o turismo. O coordenador Pablo Barbosa aponta que o estádio e os espaços culturais viraram roteiros relevantes para Porto Alegre, indo além da torcida tradicional.
Expansão e impactos
A atuação de museus, estádios e espaços de hospitalidade esportiva demonstra como os grandes clubes passam a desempenhar papel turístico. Observa-se aumento no tempo de permanência dos visitantes e na integração entre esportes, turismo e gastronomia, fortalecendo economias locais.
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