A Copa do Mundo é o grande foco de patrocínios para as seleções nacionais, mas a operação do torneio costuma gerar déficit para a principal entidade do futebol brasileiro. A edição de 2026, aos EUA, México e Canadá, não deve escapar desse quadro.
A Federação Brasileira de Futebol (CBF) analisa o impacto financeiro do Mundial, que começa em 11 de junho. Entre custos e repasses, o evento exige planejamento cuidadoso para não comprometer o orçamento do futebol brasileiro.
Finanças da participação da seleção
A Fifa definiu, em abril, uma contribuição de US$ 12,5 milhões (R$ 64,4 milhões) para cada federação nacional, valor aumentado em 25% diante de custos elevados. O montante, porém, não cobre todas as despesas operacionais.
A entidade máxima banca hotéis e passagens para delegações de até 50 pessoas. Grupos maiores, como o da seleção brasileira em Mundiais, costumam exigir equipes adicionais de apoio.
Estrutura da delegação e custos adicionais
Para amistosos e eliminatórias, o grupo é de cerca de 80 pessoas; na Copa, esse contingente aumenta com o staff e outras pessoas fora do núcleo técnico. A CBF ainda não fechou o peso total desse grupo ampliado.
Mesmo com vitória na Copa, a previsão é de déficit. A Fifa paga US$ 50 milhões pela taça de campeão, mas boa parte desse valor costuma ir aos jogadores via premiação, reduzindo o retorno direto para a confederação.
Impostos e projeções orçamentárias
Uma avaliação aponta que a Copa nos EUA terá custos elevados, com possibilidade de tributação de até 30% sobre os pagamentos da Fifa, conforme ocorreu no Mundial de Clubes anterior. Esse fator eleva o peso financeiro para a CBF.
Os patrocínios do Mundial, por sua vez, registraram incremento significativo. A expectativa é de que a receita de patrocínios atinja cerca de R$ 1 bilhão neste ciclo. Ainda assim, a CBF prevê déficit de aproximadamente R$ 200 milhões em 2026.
Perspectivas para 2027
A CBF espera recuperação de receita com o novo contrato de patrocínio com a Nike, cujas parcelas já foram antecipadas em 2024. A previsão é de que, a partir de 2027, haja aumento relevante de receita para o futebol brasileiro.
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