O FIFA ainda não fechou acordos de transmissão para a Copa do Mundo com a Índia e a China, dois mercados-chave. A competição terá 104 jogos, mas fãs nesses países podem ficar sem direitos de transmissão.
Com a Copa de 2026 a um mês, negociações continuam em aberto, apesar de quedas nos valores pedidos. Na Índia, o interesse recuou para cerca de 35 milhões de dólares, vs. 100 milhões de dólares no início do processo. Na China, o valor pedido varia entre 250 milhões e 300 milhões de dólares.
Nações interessadas caminham com ofertas de Rp da Índia; a concorrência é quase inexistente no setor de esportes. Em 2022, a Viacom18 e a Viacom cederam direitos; hoje restam a JioStar e a Sony para o mercado indiano, com limitações de conteúdo e competição.
A China, por sua vez, tem a CCTV como holofote tradicional, mas com orçamento de direitos estimado em 60 a 80 milhões. A percepção é de que o preço sugerido é incompatível com o retorno de audiência, agravado pela queda de interesse na seleção masculina.
O cenário para a Índia é impactado pela forte presença da críquete e pelo câmbio. A rupia vem se desvalorizando frente ao dólar, o que encarece direitos em moeda estrangeira para o país. Em 2013 a taxa era 54; hoje fica em torno de 95.
Segundo especialistas, a ausência de concorrência qualificada no mercado de transmissão esportiva na Índia dificulta a negociação. Em China, a distância de fuso e o apetite por conteúdo local também pesam na decisão de cobradores.
Para a FIFA, a paralisação preocupa Gianni Infantino, que busca equilíbrio entre valor do produto e alcance global. A imposição de preços mais baixos pode ampliar o risco de impactos em negociações futuras com outros mercados emergentes.
Autoridades chinesas e indianas aguardam sinais de mudanças nas propostas, com delegações da FIFA em Beijing e relatos de evolução em Nova Délhi. O desfecho pode exigir ajustes de calendário e estratégias de distribuição de direitos.
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