Durante a Eurocopa de 2024, Kylian Mbappé afirmou defesa ao direito de atletas se manifestarem politicamente na França, reagindo a avanços da extrema direita. O atacante alegou que cidadãos famosos também ficam sujeitos a consequências quando ideias extremas chegam ao poder.
Mbappé reconheceu que a fama precoce complicou a relação com a exposição pública. Ele admitiu ter dificuldade no início da carreira, admitindo que nem sempre houve maturidade para entender o impacto mediático de suas ações.
Ele também comentou o cotidiano de críticas no país, destacando que a França, segundo ele, tem uma cultura de questionar tudo. Ainda assim, afirmou que a imagem da França no mundo pode ser construída de forma mais positiva pela seleção e pela cultura do país.
Desafios da exposição e lições pessoais
Sobre a relação com a imprensa, Mbappé disse que aos poucos aprendeu a manter equilíbrio entre vida pública e privacidade. Afirmou que, ao longo do tempo, passou a ser mais empático, mesmo com limites que algumas pessoas ultrapassam.
O camisa 10 afirmou que a crítica constante faz parte da identidade nacional, segundo sua leitura. Disse que é comum ver franceses julgando franceses, algo que ele pretende combater dando o melhor desempenho pela seleção gaulesa.
Copas, futuro e inspirações
A respeito da Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá na América do Norte, Mbappé demonstrou confiança na organização da FIFA e expressou satisfação por representar a França. Relembrou ainda episódios da infância envolvendo Zinedine Zidane, inclusive a curiosa lembrança de uma calvície.
Na carreira, Mbappé destacou a honra de vestir a camisa francesa e afirmou que representar o país o coloca entre os melhores do mundo. Comentou que a decisão sobre a sede do Mundial é da FIFA e que tudo pode ser gerenciável com planejamento.
Desde junho de 2024, Mbappé soma 85 gols em 100 jogos pelo Real Madrid, liderando a artilharia do Campeonato Espanhol na última temporada e caminhando para outra Chuteira de Ouro.
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