O IndyCar enfrentou mais uma controvérsia ligada a sua linha editorial, após o lançamento de uma camiseta licenciada para a promoção do Freedom 250, corrida de rua em Washington, DC, autorizada por uma ordem executiva de Donald Trump. A peça apresentava um piloto em frente a um cenário com referências visuais históricas e o slogan One Nation, One Race, gerando indignação nas redes e entre fãs.
A camiseta, vendida a 50 dólares, rapidamente atraiu críticas por seu tom político e simbologia. Em resposta, a própria IndyCar a retirou da loja online após feedback de clientes, segundo a organização, que ressaltou ter considerado preocupações manifestadas pelo público. Ainda não ficou claro quem aprovou o design inicialmente nem o protocolo de aprovação utilizado.
O pano de fundo envolve mudanças na gestão da IndyCar desde a venda da Hulman-George Family para Roger Penske. O grupo controlava a categoria e o Indianapolis Motor Speedway por décadas, promovendo o Indy 500 como marco nacional. Sob Penske, a relação com figuras políticas ganhou mais exposição.
Penske, um empresário com participação relevante no esporte motor, aproximou-se de Trump nos últimos anos, com participações públicas após vitórias importantes da equipe. A associação elevou questionamentos sobre conflitos de interesse entre gestão da IndyCar e alianças políticas.
A indústria de automobilismo tem visto diferentes leituras políticas. Enquanto a Fórmula 1 negocia com diversos mercados globais, a Nascar tem um enquadramento mais explícito de sinalizações nacionais. A IndyCar, historicamente mais contida, tem sido observada sob a lente de uma possível mudança de tom.
Em 2024, o grupo de Penske foi apontado como contribuinte para campanhas políticas, aumentando o escrutínio sobre a relação entre esporte e política. A repercussão da camiseta se soma a episódios anteriores envolvendo o uso de imagens da IndyCar em contextos governamentais, ressaltando a sensibilidade do tema.
Enquanto o tema segue em avaliação interna, a IndyCar não anunciou novas informações sobre diretrizes de branding ou sobre quem assina conteúdos promocionais. A organização mantém o foco na temporada e no Indianapolis 500, tradicionalmente seu maior evento, sem abandonar a busca por equilíbrio entre apelo comercial e neutralidade.
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