A Copa do Mundo de 2026 pode entrar para a história não apenas pelo número de seleções e jogos, mas pelos impactos das mudanças climáticas. Um estudo da World Weather Attribution indica que cerca de 25% dos duelos na competição na América do Norte podem ocorrer sob calor extremo. A disputa será entre 11 de junho e 19 de julho, em 16 cidades dos EUA, Canadá e México. Atletas, arbitragem e torcedores devem enfrentar temperaturas e umidade superiores aos registrados há 30 anos.
Segundo o levantamento, 26 das 104 partidas poderão ocorrer com índices iguais ou superiores a 26°C na WBGT, que mede calor, umidade e radiação solar. Em situações a partir desse patamar, a FIFPRO recomenda pausas obrigatórias para hidratação e resfriamento; em intensidades acima de 28°C, pode haver adiamento ou suspensão de jogos.
Medidas e infraestrutura
A FIFA já determinou intervalos de hidratação em todos os jogos, para reduzir impactos no corpo. Mesmo assim, parte dos eventos apresenta riscos elevados. Do total de partidas sob calor intenso, 17 acontecerão em arenas com sistemas de refrigeração.
Entre os 16 estádios, apenas três, em Dallas, Houston e Atlanta, contam com climatização total. Nas demais cidades, a temperatura depende do clima externo e da concentração de público ao redor dos estádios.
O estudo alerta ainda para os riscos aos torcedores, que passam longos períodos em filas, deslocamentos e áreas abertas, sob sol intenso. A conclusão provável é de que o calor extremo pode afetar a experiência do público, além dos impactos físicos nos atletas.
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