Sardar Azmoun, artilheiro do Irã, foi afastado da seleção nacional por tempo indeterminado após uma publicação considerada deslealdade pelas autoridades iranianas. A decisão impacta a preparação da equipe para a Copa do Mundo de 2026, marcada para a América do Norte.
O episódio teve início com uma foto publicada no Instagram, na qual o jogador aparece ao lado de um governante de Dubai. Como ele atua pelo Shabab Al-Ahli, a imagem gerou forte repercussão em Teerã, em meio a tensões políticas na região.
Azmoun tem passagem por clubes como Roma e Bayer Leverkusen. O jornal estatal destacou a decisão de cortá-lo do Mundial, sem confirmar prazos para retorno à equipe.
Desabafo público e compromisso com o Irã
O atacante publicou um texto nas redes sociais, enfatizando orgulho de vestir a camisa iraniana e o desejo de alegrar o povo com as vitórias da seleção. Ele relembra apoio a causas sociais no país e afirma amor pelo Irã.
Segundo ele, a identidade e o orgulho pelo Irã o acompanham onde quer que jogue. O texto cita ações como auxílio a comunidades afetadas pela guerra, apoio ao voleibol feminino, ao basquetebol e ao ciclismo, além de garantir segurança de torcedores e reservas de hotéis.
Histórico de ativismo e impacto na equipe
Azmoun já gerou controvérsia com posições públicas em apoio a protestos pelos direitos das mulheres. Mesmo com críticas internas, sua presença em campo era vista como fundamental pela comissão técnica devido aos seus 57 gols pela seleção iraniana.
A equipe nacional tenta manter o vestiário estável enquanto se prepara para a estreia na Copa do Mundo. A suspensão de Azmoun reduz o poder ofensivo técnico, exigindo adaptação tática imediata.
Observação final
A cobertura acompanha a evolução da situação e as medidas da Federação Iraniana de Futebol para a competição. O diálogo entre dirigentes, comissão técnica e jogadores será decisivo para o andamento da preparação da seleção.
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