A Copa do Mundo de 2026 terá 48 seleções e contará com jogadores que atuam fora da elite de seus países. Entre os convocados já divulgados, dois atuam em ligas de quinta divisão, destacando o caráter expansionista do torneio.
Josué Duverger, goleiro haitiano, encerrou a segunda temporada pelo Cosmos Koblenz, na Oberliga alemã, divisão regional. Tommy Smith, zagueiro da Nova Zelândia, foi rebaixado com o Braintree Town, na Inglaterra, correspondente à quinta divisão.
Smith, veterano de 36 anos, havia dito adeus à seleção antes da temporada, mudou-se para a Inglaterra para questões familiares e topou manter a carreira. O caso ilustra como a Copa ampliada abre espaço para atletas de ligas inferiores. Edin Dzeko aparece como exceção entre os recém-promovidos, mesmo atuando na segunda divisão alemã pelo Schalke 04.
Participantes de ligas inferiores
A edição de 2026 já tem atletas de países que não disputavam com regularidade o Mundial. Além de Alemanha e Inglaterra, França, Turquia, Portugal, Bélgica, Estados Unidos, Espanha, Arábia Saudita e Holanda já convocaram jogadores de ligas menos tradicionais. Em geral, esses atletas defendem nações com menor histórico de classificação.
Entre os casos notáveis estão Curaçao e Cabo Verde, além do Haiti, que aparecem pela primeira vez com força na disputa. A presença de jogadores de ligas inferiores evidencia a mudança de cenário provocada pela ampliação do torneio.
A Copa será disputada pela primeira vez em três países simultaneamente: Canadá, Estados Unidos e México. O evento terá 48 seleções, mais de 1.200 jogadores inscritos e 104 partidas, inaugurando o torneio com a abertura no Estádio Azteca, no México, em 11 de junho.
Para a final, a decisão acontece em Nova Jérsei, nos Estados Unidos, em 19 de julho. A organização aponta o orçamento e a logística como fatores centrais para a gestão do formato expandido.
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