O Conselho Deliberativo do Santos retomou, na noite desta quinta-feira (21), a reunião para discutir e votar o novo texto do Estatuto Social do clube. O encontro ocorreu na Vila Belmiro, com protestos de torcedores na frente do estádio, que seguiam com gritos de cobrança, bandeiras e fogos de artifício.
Para evitar contato, parte dos conselheiros ingressou no estádio pelo vestiário, sempre com a rua interditada. Entre os alvos principais das organizadas estavam Celso Pires, presidente da Comissão do Estatuto, criticado após ser flagrado dormindo durante uma sessão virtual, e o conselheiro Eduardo Filetti, que afirmou possuir uma arma de fogo em encontro anterior. O presidente Marcelo Teixeira e seu filho, Marcelo Teixeira Filho, também foram alvo de questionamentos por atuarem na gestão sem possuir cargo administrativo oficial.
Às 22h35 (horário de Brasília), a reunião foi suspensa por cansaço e deverá ser reiniciada no próximo dia 28. O novo regimento a ser analisado possui 105 artigos a serem apreciados e votados.
SAF e impactos no estatuto
Torcedores e sócios contestam emendas que, segundo eles, dificultam a renovação política do clube e dificultam a candidatura de novas lideranças. A manutenção da regra de três anos de associação para o direito ao voto nas eleições presidenciais é defendida por parte do grupo, que também critica a exigência de mandatos prévios no Conselho para quem quiser concorrer a cargos de direção.
Durante a primeira etapa da fase plenária, no início da semana, já havia sido debatido e aprovado pelo Conselho Deliberativo o capítulo sobre a Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O texto aprovado amplia o limite de participação societária em eventual operação futura, permitindo participação de até 80%, frente ao teto anterior de 49%.
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