O governo dos EUA afirma que a seleção da República Democrática do Congo (RDC) terá que permanecer isolada antes de entrar nos Estados Unidos para a Copa do Mundo. A medida envolve a criação de uma “bolha” sanitária para a delegação, no atual local de treinos na Bélgica, com duração de 21 dias.
O anúncio foi feito por Andrew Giuliani, diretor-executivo da força-tarefa da Casa Branca para o campeonato. A RDC fica no Grupo K da competição, e a estreia ocorre contra Portugal, em 17 de junho, em Houston.
Segundo Giuliani, a equipe congolesa deve manter a bolha sanitária até 11 de junho, viagem programada para Houston. A equipe corre o risco de ter a entrada negada nos EUA caso não siga o protocolo.
A delegação congolesa já atua fora do país há semanas. Parte dos jogadores atua na Europa, como Aaron Wan-Bissaka (West Ham) e Yoane Wissa (Newcastle), ambos da Premier League, além do capitão Chancel Mbemba (Lille).
A medida faz parte de uma preocupação com a saúde e a segurança durante a Copa, afirmou o porta-voz, que enfatizou a necessidade de evitar qualquer risco relacionado ao contágio.
O surto de ebola Bundibugyo foi confirmado pela RDC no início do mês. Até o momento, soma-se mais de 130 óbitos entre quase 600 casos suspeitos. A equipe treinou temporariamente em Kinshasa, mas transferiu a preparação para a Bélgica.
Na Bélgica, a RDC mantém amistosos previstos: contra a Dinamarca, em Liège, em 3 de junho, e contra o Chile, em 9 de junho, no sul da Espanha. Esses jogos ajudam a manter a forma até a chegada aos EUA.
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