Luiz Felipe Scolari, conhecido como Felipão, afirmou que fatores externos influenciaram a derrota por 7 a 1 da seleção brasileira para a Alemanha na Copa de 2014. Em entrevista ao ge, ele comparou aquela campanha ao título de 2002 e apontou que o ambiente não estava tão blindado quanto no título da Coreia do Sul e Japão.
Segundo o ex-treinador, houve intervenção de interesses pessoais e de grupos dentro da seleção, bem como relações com patrocinadores que impactaram decisões. Felipão ressaltou que, diferentemente de 2002, não foi possível manter o mesmo isolamento da equipe naquele momento.
O técnico hoje ocupa o cargo de coordenador técnico do Grêmio e assumiu a responsabilidade pela goleada. Ele afirmou que não há como retroceder e que precisa enfrentar as consequências, sem deixar de reconhecer o ocorrido. Em 2018 e 2022, a seleção saiu nas quartas de final, respectivamente, para Bélgica e Croácia.
Alerga mágoa com Galvão Bueno
Felipão admitiu ter ficado chateado com algumas falas do narrador Galvão Bueno na época, durante a cobertura da imprensa na TV Globo. Ainda assim, afirmou que o assunto já foi superado ao longo dos anos.
Na conversa publicada pelo podcast Podfalar Galvão, o narrador disse que manteve contato com Carlos Alberto Parreira, mas que Felipão não retomou o diálogo. Galvão afirmou ter tentado falar com o treinador, sem sucesso, e expressou o desejo de um encontro futuro.
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