O governo dos Estados Unidos determinou que a República Democrática do Congo passe por um isolamento obrigatório de 21 dias antes de desembarcar para a Copa do Mundo. A medida é motivada pelo recente surto de Ebola na região, que elevou as preocupações sanitárias para o evento.
Caso o protocolo não seja cumprido, a delegação congolesa corre o risco de não conseguir entrar nos EUA para disputar o torneio. O objetivo é manter a “bolha” de isolamento até a chegada prevista a Houston, no dia 11 de junho.
O técnico Sébastien Desabre e os atletas convocados moram majoritariamente fora do Congo, com grande parte jogando em clubes na França. Alguns membros da comissão técnica que permaneciam no país africano já iniciaram o deslocamento rumo à Europa nesta semana.
Situação sanitária e impactos na seleção
A Organização Mundial da Saúde registrou 82 casos e 7 mortes por Ebola na RDC, com quase 750 casos suspeitos e 177 óbitos em avaliação. Os números ajudam a justificar a decisão de restrições de viagem para o evento esportivo.
A RDC chegou à Copa do Mundo pela segunda vez na história e baseia sua campanha em Houston. O elenco integra o Grupo K e abre diante de Portugal, em 17 de junho, na cidade texana.
Na sequência, a seleção congolesa enfrenta a Colômbia em Guadalajara, no México, em 23 de junho. O último compromisso da fase de grupos será contra o Uzbequistão, em Atlanta, em 27 de junho.
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