A Polícia Civil identificou e apreendeu aproximadamente 200 mil figurinhas falsificadas do Álbum da Copa do Mundo 2026 no Rio de Janeiro, na quinta-feira passada. A operação ocorreu em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e também localizou centenas de camisas adulteradas da seleção brasileira. Todo o material será destruído após perícia.
A investigação apura quem produzia e distribuía os itens falsos, cujo material era destinado ao Mundial de 2026. A apreensão ocorre em meio ao aumento da procura por figurinhas devido à ampliação do torneio de 32 para 48 seleções. O álbum passou a exigir 980 cromos para a conclusão, frente aos 670 da edição de 2022.
Como identificar figurinhas falsas
A Polícia Civil alertou sobre indícios de falsificação: papel mais grosso, textura diferente e impressão com qualidade inferior. Além disso, a ausência da marca oficial da Panini no verso do cromo é um sinal relevante.
O preço também ajuda a reconhecer falsificações: pacotes oficiais custam em torno de R$ 7; ofertas muito inferiores podem indicar adulteração. No ambiente digital, arquivos com imagens de todas as figurinhas circulam na internet, inclusive de jogadores não listados pelo álbum, como Neymar, facilitando a impressão caseira.
Cromos originais e raros seguem movimentando o mercado. Em março de 2023, uma figurinha única de Messi de 2022 foi leiloada por US$ 139,2 mil. Entre as novidades de 2026, uma versão roxa de Messi foi vendida por US$ 1,6 mil no último dia 20 de maio.
A Panini foi procurada para comentar sobre canais oficiais de venda, mas não respondeu até o fechamento deste texto. O portal mantém o acompanhamento das informações oficiais à medida que a perícia avança.
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